domingo, 1 de agosto de 2010

que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra poder florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção
... ...
e que a minmha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também
(Oswaldo Montenegro)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Minhas produções em arte interceptam olhos vizinhos e refletem a mescla de sensações minhas e deles... ...Meu olhar é de uma escritora da palavra que hoje fere a matéria bruta, porém não inerte de uma madeira e cicatriza as dores humanas... ...ou não... ...
Reproduzo olhares outros, seus anseios, seus sonhos, seus desejos dormentes, crescentes, suas vontades, suas ações diárias em direção aos novos objetivos... ...
Eu produzo os efeitos das dores ou dos prazeres que permeiam os seres... ...não reproduzo o literal, o fato consumado nem sempre é meu foco, mas o desejo pleno pelas ações, o anseio de nossos corações num mundo mutilado e dolorido... ...
São os efeitos que me atraem explorar do fundo daquela matéria que um dia crescia, tinha *sonhos* acontecia mais que hoje em seu próprio universo... ...
Reproduzo as escalas de vida próxima e mesmo longínqua que me cerca e influencia pelos sabores que já provei ou pelos aromas que inspirei em minha caminhada perene... ...absorvo destes que me inspiram. Capto a vibração da sensação que me causam estes "pensares", estas observações alheias... ...e produzo uma escrita visual, tal como produzo uma escrita verbal... ...
Abosorvo e consumo e então contemplo em olhares de um pulsar pessoal... ...
Absorvo, consumo e contemplo em olhares que podem ou não coincidir com os olhos destes que me inspiram... ...
Sou de uma visão mágica, porque a magia é feita para nos conduzir aos lugares mais obscuros porque no íntimo de nosso ser onde se encontram a força e os meios pra a realização de nossos anseios, de nossos sonhos reais... ...
Primeiro é preciso SONHAR... ...depois realizar... ...nem precisa ser nos parâmetros da grandiosidade da imaginação criadora, mas precisa ser forte e permanente... ...
Precisa-se ser ingênuo e puro... ...para ganhar o mundo com propriedade... ...

domingo, 25 de julho de 2010

**a vida é tão simples mas dá medo de tocar... ...**

sábado, 24 de julho de 2010

um simples olhar em redor e já me encontro nas formas e na justificativa de compreensão do que a madeira me traz como riqueza... ...as faces e seus contornos fascinantes... ...desenhos perfeitos do ser, da essência... ...contém a mais pura verdade do ser... ...do seu sentir... ...das suas ações... ...
veios profundos podem ser vistos e ao mesmo tempo tamanha profundidade pode mostrar a sutileza dos seres... ...
um breve olhar e tudo vem à tona... ...toda expressividade... ...toda verdade daquele sentir a vida ao seu redor... ...
desenhar é perceber o encanto das formas delicadas em formas firmes que poderiam parecer agrestes, rudes porque possuem mais espessura que outros... ...as faces humanas por exemplo enganam,
numa face forte e viril eu encontro muitas vezes muito mais delicadeza do que em uma face outra... ...
e é assim que percebo o quanto desenhar é fascinante, mas não o desenho mais tradicional e óbvio, mas aquele que se esconde, que se permite ser explorado, escavado para só então esboçar a forma... ...
há formas que me encantam mais que tudo... ...e me inspiram muito e sempre a cada dia mais... ...e mais... ...e mais... ...
minhas fontes eternas de inspiração... ...que descubro a cada novo piscar de olhos... ...
que formas tão doces se escondem num espesso aglomerado de massas... ...
que formas tão fortes e declarada verdade se esconde em um pequeno aglomerado de massas... ...
a essência da verdade e da autenticidade, muitas vezes... ...
é só olhar e se permitir mergulhar fundo n'alma... ...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ah se eu fosse só uma máquina ou mesmo se fosse um cavalo daqueles que colocam os tapa olho, seguiria que nem máquina e tudo tava certo... ...
Creio que já apontei como foco de meu trabalho, da temática em meu trabalho que o virtual é quem me impulsiona a estas construções, estas montagens com fotografias. No entanto, eu não me refiro ao ambiente virtual, do computador apenas. Na realidade ele é apenas uma clara interferência do ponto de vista de perceber o mundo e então digerir as informações em trabalhos do tipo que faço. Por isso tem sido tão penoso discernir todos estes meios utilizados e formas de construção, para alguém que não fazia arte e nem estudava arte até chegar numa faculdade especializada nesta.
Como muitos artistas contemporâneos a influência do virtual, das imagens mescladas com palavras, das palavras que mais imagens se parecem do que mero texto verbal, se configuram mentalmentee na hora de se reunir todos os pensamentlos e sensações e manipulações possíveis para se chegar a um resultado mais satisfatório. É na concepção que está inserido o virtual, não na finalização como obra virtual, computadorizada.
... ...
Bom, eu ainda tenho muito o que fazer, muitas idéias a conceber e am ente está muito ativa, não sei se tem fundamento, mas com certeza o resultado final será ainda mais produtivo e satisfatório.
Para a obtenção das imagens, especialmente dos personagens o interesse é adquirí-las por meio de lâminas. É desenhar manualmente e ver que deslocada de seu contexto pode assumir outra função mesmo que nem eu mesma neste instante perceba qual é. Mesmo que tenha realizado algum esboço prévio, até mesmo mentalmente, de inserção num universo diferente do que ela estava anteriormente.
É um prazer pessoal dentro de toda a construção das imagens que me fascinam. Um procedimento em meu ponto de vista necessário e que minha mente vai delineando a formas e a disposição no suporte, que é a madeira de mdf em meu caso. É bem provável que se fosssem feitos no computador,se estas figuras fossem redesenhadas no corel eu abstraísse essa sensação, esta percepção me faltaria para este momento incial de reconhecimento da arte que realizo. Não perceberia a formação das imagens que seriam paulatinamente inseridas na tela finalizada e não me inspiraria tanto para conceber a imagem corretamente.
Eu falo de um processo mental que ocorre comigo. Ainda ing~enuo, mas que aos poucos parecem fazer mais sentido. Ainda uma origem muito primitiva, mas que tem valor a cada dia que passa... ...
Me ajuda mais assim ir processando as idéias, à medida em que visualizo cada etapa, a construção de cada personagem, de cada elemento inserido na cena.