ah se eu fosse só uma máquina ou mesmo se fosse um cavalo daqueles que colocam os tapa olho, seguiria que nem máquina e tudo tava certo... ...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Creio que já apontei como foco de meu trabalho, da temática em meu trabalho que o virtual é quem me impulsiona a estas construções, estas montagens com fotografias. No entanto, eu não me refiro ao ambiente virtual, do computador apenas. Na realidade ele é apenas uma clara interferência do ponto de vista de perceber o mundo e então digerir as informações em trabalhos do tipo que faço. Por isso tem sido tão penoso discernir todos estes meios utilizados e formas de construção, para alguém que não fazia arte e nem estudava arte até chegar numa faculdade especializada nesta.
Como muitos artistas contemporâneos a influência do virtual, das imagens mescladas com palavras, das palavras que mais imagens se parecem do que mero texto verbal, se configuram mentalmentee na hora de se reunir todos os pensamentlos e sensações e manipulações possíveis para se chegar a um resultado mais satisfatório. É na concepção que está inserido o virtual, não na finalização como obra virtual, computadorizada.
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Bom, eu ainda tenho muito o que fazer, muitas idéias a conceber e am ente está muito ativa, não sei se tem fundamento, mas com certeza o resultado final será ainda mais produtivo e satisfatório.
Para a obtenção das imagens, especialmente dos personagens o interesse é adquirí-las por meio de lâminas. É desenhar manualmente e ver que deslocada de seu contexto pode assumir outra função mesmo que nem eu mesma neste instante perceba qual é. Mesmo que tenha realizado algum esboço prévio, até mesmo mentalmente, de inserção num universo diferente do que ela estava anteriormente.
É um prazer pessoal dentro de toda a construção das imagens que me fascinam. Um procedimento em meu ponto de vista necessário e que minha mente vai delineando a formas e a disposição no suporte, que é a madeira de mdf em meu caso. É bem provável que se fosssem feitos no computador,se estas figuras fossem redesenhadas no corel eu abstraísse essa sensação, esta percepção me faltaria para este momento incial de reconhecimento da arte que realizo. Não perceberia a formação das imagens que seriam paulatinamente inseridas na tela finalizada e não me inspiraria tanto para conceber a imagem corretamente.
Eu falo de um processo mental que ocorre comigo. Ainda ing~enuo, mas que aos poucos parecem fazer mais sentido. Ainda uma origem muito primitiva, mas que tem valor a cada dia que passa... ...
Me ajuda mais assim ir processando as idéias, à medida em que visualizo cada etapa, a construção de cada personagem, de cada elemento inserido na cena.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
As novas imagens seguem a origem das antigas construções que são a fotografia que me inspira tanto quanto dá as marcas fundamentais para a nova imagem a ser apresentada. Ela tem a característica do moderno, que é a tecnologia(que também é fruto de inspiração e construção pessoal de mundo, de visualização mental deste), mas com a visão do olhar renascentista e sua forte ligação com a intenção prioritária da pintura que é o de representar o mundo que se vê. Tem um quê de contemporâneo quando alio a fotografia ao que já foi feito antes e quando isso significa o recorte, a permanência do "eu estive aqui", como ouvi ontem no filme, canal 58 da net, e das relações que se tem hoje em dia com a imagem, com esta busca frenética com a imagem e com sua reprodução em massa de sobreposição de personagens em vidas de pessoas comuns. Personagens que surgem da tela da tv, não só com suas roupas, mas seus comportamentos, mas que com suas roupas transmitem o significado do que se quer dizer, do comportamento que se quer ter, da situação em que se quer estar inserida. E quanto a isto temos sempre mesmo que ter muito cuidado para não reagir conforme nos é imposto.
É um assédio vigoroso e assombroso e se o ser humano não se impõe e não se vigia e encontra-se em estado de busca frenética por seu eu interior, como o mundo de individualidades e instantaneidade, pouco tempo pra tudo, assim como adolescentes vivem nesta fase de encontros e desencontros, num conflito pessoal e com o mundo, se tornam vítimas fáceis a eles.
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Embora eu já tenha encerrado meu TCC na graduação em artes, e ter passado pelo trauma da escrita que nunca foi meu problema, sempre tive facilidade com textos, mesmo me permitindo afirmar que em questão de interpretações textuais sempre fui pouco habilidlosa, eu ainda tenho alguma dificuldade em recomeçar ou mesmo escrever sobre tudo o que já tratei no trabalho de conclusão em que me propus na faculdade. é claro se não fosse meu orientador e todo o seu conhecimento e sua atenção e respeito eu jamais teria chegado ao resultado que me agradasse. Naturalmente sou grata e reconheço outras contribuições aleatórias de colegas, amigos, família, etc.
Ainda quero aprender muito mais e para isso estou aqui retornando para um segundo momento na faculdade, um pós, um mestrado em artes que recém surge em nossa região.
Eu não sei se estou pronta, mas vou tentar recomeçar tudo outra vez.
Quero agora prestar mais atenção ao meu texto além é claro de seguir realizando boas criações na xilogravura. quem sabe algumas misturas de técnicas, algo que tenho pensado muito em experimentar. Por enquanto as minhas experiências tem sido em torno do suporte de transferência da matriz, ainda em mdf, talvez com o uso alternativo para sobreposições necessárias às novas propostas, como um material emborrachado a fim de fazer recortes mais facilmente e em dimensões necessárias.
Quanto aos suportes que tenho utilizado para transpor a imagem na xilogravura uso muito o tecido(vuol, algodão estampado), fibra, tecidos furadinhos, algo que possa em conjunto com a imagem transpor algum sentido novo, ou mesmo acentuar alguma característica ainda pouco explorada até então.
São apenas novos caminhos, novas buscas que certamente surtirão novos recursos, novas formas de construção, novas alternativas e novo espírito para o trabalho... ...novas insiprações, sempre muito necessárias aos artistas de todas as áreas.
estou bem empolgada, mas não tenho quase nenhuma idéia em onde tudo isto vai dar... ...
terça-feira, 20 de julho de 2010
pensando na inspiraçlão, no que tem me levado a criar novamente, eu lembro da Vania Mignone, quando afirma se inspirar com músicas de caetano veloso... ...as minhas novas imagens já posso isto sim, posso afirmar que vem regadas de musica, poemas, sonhos alheios, como já eram que despertam meus sentidos, minhas sensações e criam, brotam, numa forma xilogravada... ...
CAIXAS... ...
eu ia começar falando hoje novamente da cor... ...pois acreditava que tudo começava com ela... ...o novo projeto, o novo desejo, mas... ...
ontem lembrei do soldadinho de chumbo e esbocei um desenho... ...
eu tava confusa... ...eu ando confusa... ...aonde começa? aonde eu quero ir?
que caminho é este? como vou percorrê-lo?
daí... ...
hoje de manhã o mano foi até a cabeceira da cama... ...
e comecei a ver somente caixas e mais caixas... ...
**eu já disse que o nosso universo é uma caixa?**
pois é, uma caixa, aliás... ...muuuuuitas caixas amontoadas... ...
umas ao lado das outras... ...
umas dentro de outras... ...
umas menores... ...outras maiores... ...
eu tenho aquela coleção de livrinhos... ...e lá tem o soldadinho de Chumbo... ...
e ele veio numa caixinha, ou uma caixa grande?... ...
e o barquinho de papel?
... ...eu lembro agora... ...tinha o barquinho de papel... ...
a gente construía barquinhos de papel... ...bonecas de pano... ...cabeças de porongo... ...
eu gostava dos pernas-de-pau... ...
aqueles palhaços que andavam pela rua... ...
eu não lembro onde, mas eu gostava, eu e o mano... ...
o mano não gostava que me dessem injeções... ...ele queria que eu não sofresse... ...
mas, porque falei nisso mesmo... ...
bem... ...
eu só sei que tudo, tudo mesmo... ...
tudo cabia lá... ...
era uma caixinha modesta, de papelão ou madeira?... ...
eu não lembro... ...
acho que no início, quando éramos seis, eu não sei bem se o pai tava lá naquela época... ...sei que ele construiu a caixa... ...ah, isto sim, foi ele sim quem a construiu... ...
mas pouco usufruiu... ...
isso isso... ...
realmente eu não sei como... ...
mas sei que tudo cabia lá dentro, desde o começo... ...
a mãe ajeitou tudo depois... ...e, tinha sol, tinha chuva, a gente tava lá sem perigo algum... ...
não sei bem que aparência tinha por fora, mas sei que sempre foi confortável lá dentro... ...
... ...
éramos seis, como disse antes... ...
daí o pai saiu de lá... ...tentou, acho que como aquele soldadinho de chumbo, se aventurar por aí, achando qe poderia ter coisa melhor, ou trazer coisa ainda melhor para nós... ...
mal sabia ele que já tínhamos tudo o que sempre precisávamos... ...
é... ...
ele acreditou mesmo que poderia voltar... ...
mas não voltou não... ...
e continua lá fora, na chuva, no sereno, sem agasalho... ...
todos tentamos sempre trazê-lo para dentro da caixa, mas ele se perdeu lá fora, não sabe mais quem é... ...
nós sabemos quem somos... ...sim, nós sempre soubemos.
... ...
enfim nós ficamos lá dentro... ...
viramos cinco... ...
tinha comida, água, ar... ...
proteção e vestimentas... ...
tínhamos bonecos para brincar... ...
ou os bonecos éramos nós?... ...
a caixa era de papelão, madeira... ...ainda não sei... ...
às vezes rasgava, furava... ...entrava vento, mas a mãe sempre dava um jeito... ...
e a vó ajudava... ...
e a Mota também... ...
ninguém passava frio... ...
nunca... ...
e eu, e nós... ...não temos vergonha disso... ...
foi um privilégio sermos acalantados por braços tão ternos e que nos deram a base da existência, da verdadeira existência humana... ...o AMOR e a bondade... ...
o AMOR e leveza das relações... ...
o AMOR e nunca o ódio, nem o desperezo, nem a desatenção... ...ou o desafeto... ...
nada destes novos ensinamentos, ou regimentos, do mundo moderno... ...
não, não... ...
... ...
e hoje, eu e o mano, seguimos na caixa, ela é nossa herança... ...ela é tudo que sempre tivemos e vamos cultivar... ...
mas sempre que posso eu levo pra todo mundo que passa lá fora o que aprendi ali dentro... ...
tá tudo gravado ali... ...
cada risco que a gente fazia até mesmo de madrugada... ...
principalmente de madrugada... ...
sem luz... ...
mesmo assim a gente via, nas paredes, nossas mãos... ...ao som de lindas melodias num rádinho de pilha... ...
era a noite mais feliz... ...
é o que nos mantém forte... ...
pois sou forte, como elas... ...
elas nem sempre tiveram uma caixa fixa para acalentá-las e envolvê-las em noites de frio... ...ou eram duras demais... ...
afinal os tempos eram outros... ...
porém tinham caixas... ...como todos temos... ...
cada um escolhe a sua... ...
quem não tem uma caixa forte como estas, sofre e percorre dias frios como os que estamos passsando, quando o Minuano nos embala... ...
... ...
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eu não sei que nome tem... ...
mas esta é a origem de tudo que vai começar outra vez... ..
eu não sei como vai ser a forma exata... ...
eu não sei que linhas têm... ...
se se repetem como as molas... ...
mas tem molas, sim, eu acho que têm... ...
eu não sei que cor, se tem cor... ...
eu não sei se tem forma fixa... ...
eu não sei se vai ser retangular, angular, quadrada, em perspectiva... ...
mas tá nascendo... ...
quando, porque, como... ...
vamos ver depois... ...
eu espero que sim... ...
eu espero... ...
aguardo o universo me responder,
porque ele sempre me responde, me respondeu ontem, hoje... ...
... ...
com calma, com tranquilidade, com AMOR...tudo se resolve... ...
tudo sempre foi assim... ...
mesmo que os tempos sejam novos... ...
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e eu espero que fique legal, que diga tudo o que vem pra dizer... ...
tem uma temática semelhante, mas tem uma forma que ainda desconheço... ...
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