sábado, 24 de julho de 2010

um simples olhar em redor e já me encontro nas formas e na justificativa de compreensão do que a madeira me traz como riqueza... ...as faces e seus contornos fascinantes... ...desenhos perfeitos do ser, da essência... ...contém a mais pura verdade do ser... ...do seu sentir... ...das suas ações... ...
veios profundos podem ser vistos e ao mesmo tempo tamanha profundidade pode mostrar a sutileza dos seres... ...
um breve olhar e tudo vem à tona... ...toda expressividade... ...toda verdade daquele sentir a vida ao seu redor... ...
desenhar é perceber o encanto das formas delicadas em formas firmes que poderiam parecer agrestes, rudes porque possuem mais espessura que outros... ...as faces humanas por exemplo enganam,
numa face forte e viril eu encontro muitas vezes muito mais delicadeza do que em uma face outra... ...
e é assim que percebo o quanto desenhar é fascinante, mas não o desenho mais tradicional e óbvio, mas aquele que se esconde, que se permite ser explorado, escavado para só então esboçar a forma... ...
há formas que me encantam mais que tudo... ...e me inspiram muito e sempre a cada dia mais... ...e mais... ...e mais... ...
minhas fontes eternas de inspiração... ...que descubro a cada novo piscar de olhos... ...
que formas tão doces se escondem num espesso aglomerado de massas... ...
que formas tão fortes e declarada verdade se esconde em um pequeno aglomerado de massas... ...
a essência da verdade e da autenticidade, muitas vezes... ...
é só olhar e se permitir mergulhar fundo n'alma... ...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ah se eu fosse só uma máquina ou mesmo se fosse um cavalo daqueles que colocam os tapa olho, seguiria que nem máquina e tudo tava certo... ...
Creio que já apontei como foco de meu trabalho, da temática em meu trabalho que o virtual é quem me impulsiona a estas construções, estas montagens com fotografias. No entanto, eu não me refiro ao ambiente virtual, do computador apenas. Na realidade ele é apenas uma clara interferência do ponto de vista de perceber o mundo e então digerir as informações em trabalhos do tipo que faço. Por isso tem sido tão penoso discernir todos estes meios utilizados e formas de construção, para alguém que não fazia arte e nem estudava arte até chegar numa faculdade especializada nesta.
Como muitos artistas contemporâneos a influência do virtual, das imagens mescladas com palavras, das palavras que mais imagens se parecem do que mero texto verbal, se configuram mentalmentee na hora de se reunir todos os pensamentlos e sensações e manipulações possíveis para se chegar a um resultado mais satisfatório. É na concepção que está inserido o virtual, não na finalização como obra virtual, computadorizada.
... ...
Bom, eu ainda tenho muito o que fazer, muitas idéias a conceber e am ente está muito ativa, não sei se tem fundamento, mas com certeza o resultado final será ainda mais produtivo e satisfatório.
Para a obtenção das imagens, especialmente dos personagens o interesse é adquirí-las por meio de lâminas. É desenhar manualmente e ver que deslocada de seu contexto pode assumir outra função mesmo que nem eu mesma neste instante perceba qual é. Mesmo que tenha realizado algum esboço prévio, até mesmo mentalmente, de inserção num universo diferente do que ela estava anteriormente.
É um prazer pessoal dentro de toda a construção das imagens que me fascinam. Um procedimento em meu ponto de vista necessário e que minha mente vai delineando a formas e a disposição no suporte, que é a madeira de mdf em meu caso. É bem provável que se fosssem feitos no computador,se estas figuras fossem redesenhadas no corel eu abstraísse essa sensação, esta percepção me faltaria para este momento incial de reconhecimento da arte que realizo. Não perceberia a formação das imagens que seriam paulatinamente inseridas na tela finalizada e não me inspiraria tanto para conceber a imagem corretamente.
Eu falo de um processo mental que ocorre comigo. Ainda ing~enuo, mas que aos poucos parecem fazer mais sentido. Ainda uma origem muito primitiva, mas que tem valor a cada dia que passa... ...
Me ajuda mais assim ir processando as idéias, à medida em que visualizo cada etapa, a construção de cada personagem, de cada elemento inserido na cena.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

As novas imagens seguem a origem das antigas construções que são a fotografia que me inspira tanto quanto dá as marcas fundamentais para a nova imagem a ser apresentada. Ela tem a característica do moderno, que é a tecnologia(que também é fruto de inspiração e construção pessoal de mundo, de visualização mental deste), mas com a visão do olhar renascentista e sua forte ligação com a intenção prioritária da pintura que é o de representar o mundo que se vê. Tem um quê de contemporâneo quando alio a fotografia ao que já foi feito antes e quando isso significa o recorte, a permanência do "eu estive aqui", como ouvi ontem no filme, canal 58 da net, e das relações que se tem hoje em dia com a imagem, com esta busca frenética com a imagem e com sua reprodução em massa de sobreposição de personagens em vidas de pessoas comuns. Personagens que surgem da tela da tv, não só com suas roupas, mas seus comportamentos, mas que com suas roupas transmitem o significado do que se quer dizer, do comportamento que se quer ter, da situação em que se quer estar inserida. E quanto a isto temos sempre mesmo que ter muito cuidado para não reagir conforme nos é imposto.
É um assédio vigoroso e assombroso e se o ser humano não se impõe e não se vigia e encontra-se em estado de busca frenética por seu eu interior, como o mundo de individualidades e instantaneidade, pouco tempo pra tudo, assim como adolescentes vivem nesta fase de encontros e desencontros, num conflito pessoal e com o mundo, se tornam vítimas fáceis a eles.
... ...
Embora eu já tenha encerrado meu TCC na graduação em artes, e ter passado pelo trauma da escrita que nunca foi meu problema, sempre tive facilidade com textos, mesmo me permitindo afirmar que em questão de interpretações textuais sempre fui pouco habilidlosa, eu ainda tenho alguma dificuldade em recomeçar ou mesmo escrever sobre tudo o que já tratei no trabalho de conclusão em que me propus na faculdade. é claro se não fosse meu orientador e todo o seu conhecimento e sua atenção e respeito eu jamais teria chegado ao resultado que me agradasse. Naturalmente sou grata e reconheço outras contribuições aleatórias de colegas, amigos, família, etc.
Ainda quero aprender muito mais e para isso estou aqui retornando para um segundo momento na faculdade, um pós, um mestrado em artes que recém surge em nossa região.

Eu não sei se estou pronta, mas vou tentar recomeçar tudo outra vez.

Quero agora prestar mais atenção ao meu texto além é claro de seguir realizando boas criações na xilogravura. quem sabe algumas misturas de técnicas, algo que tenho pensado muito em experimentar. Por enquanto as minhas experiências tem sido em torno do suporte de transferência da matriz, ainda em mdf, talvez com o uso alternativo para sobreposições necessárias às novas propostas, como um material emborrachado a fim de fazer recortes mais facilmente e em dimensões necessárias.

Quanto aos suportes que tenho utilizado para transpor a imagem na xilogravura uso muito o tecido(vuol, algodão estampado), fibra, tecidos furadinhos, algo que possa em conjunto com a imagem transpor algum sentido novo, ou mesmo acentuar alguma característica ainda pouco explorada até então.
São apenas novos caminhos, novas buscas que certamente surtirão novos recursos, novas formas de construção, novas alternativas e novo espírito para o trabalho... ...novas insiprações, sempre muito necessárias aos artistas de todas as áreas.
estou bem empolgada, mas não tenho quase nenhuma idéia em onde tudo isto vai dar... ...

terça-feira, 20 de julho de 2010

pensando na inspiraçlão, no que tem me levado a criar novamente, eu lembro da Vania Mignone, quando afirma se inspirar com músicas de caetano veloso... ...as minhas novas imagens já posso isto sim, posso afirmar que vem regadas de musica, poemas, sonhos alheios, como já eram que despertam meus sentidos, minhas sensações e criam, brotam, numa forma xilogravada... ...