domingo, 31 de outubro de 2010

enfim resolvi me permitir só um momento, o da colação
aquele ambiente cheio, quente e de muitas apresentações ao meu ver desnecessárias especioalmente para o público que aguarda e que já teve o seu dia cheio de atividades e mais esta... ...
digo desnecessárias pois além de começar atrasado, e depois dizem que só na federal acontece heheh... ...ainda a cada entrega a senhora ainda tinha que recitar repetidamente aquele "fuklanda de tal te confiro o grau... ..."
ah por favor... ...fica muito cansativo, especialmente porque temos senhoras e senhores que estão muito felizes por seus filhos e parentes, mas, cansados de toda uma vida de esperas e esforços sem fim... ...
mas... ...
mas... ...
e ainda aqueles agradecimentos pessoais por cada aluno... ...
muito cansativo... ...
o que ocasiona um demorado tempo de chá de cadeira e ainda ia pra crecepção? não não... ...
preferi cuidar de mim, pensar em mim desta vez... ...não é o que faz a humanidade... ...
Jhon sempre falava, tem-se que pensar nos amigos, mas não devemos totalmente deixar de ser quem somos, ir para onde realmente queremos... ...
éo meu tempo agora
não, não deixe de pensar no mundo ao redor, ainda sempre o farei, mas preciso me olhar um pouco
me perceber um pouco mais
saber quem  sou
pra onde quero ir... ...
sei, também que falo que não tenho atividades, e muitas vezes vou a estas que surgem por falta de opção, por não ter vontade de ficar só comigo, de pensar... ...
voltei, ainda vi minha ana raio e zé trovão obaaaaaaaaaaaaa
e enfim, fiz, dei mais um passo na direção do que quero ser, do que venho buscando pra mim... ...
é minha hora também, não vou me vender
vou me permitir... ...
vou viver coisas diferentes
quero ir a lugares diferentes
conhecer e conviver um pouco mais com o que ainda não convivi
queero experiências novas
quero ser feliz
ao menos uma metade de mim quer... ...
a outra... ...sabe-se lá... ...

e, pois é... ...nossos antepassados fazem festa por aí
dançam de roda nas calçadas com as folhagens
brincam de correr quem está na rua
é eles tomam conta... ...
agora entendi porque andava tão agitada estas duas noites... ...
eles falam
eu não os ouço completamente, mas ouço... ...

sejam bem vindos... ...
estejam à vontade... ...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

quando pedimos aos céus, à energia cósmica, ao Universo, à Buda, a Deus... ...a Alá... ...ou seja lá a quem for
precisamos lembrar e re re re relembrar sempre que nos é dado sempre o caminho para
a oportunidade de manifestar a força que está implementada em nós
a hora de realizar este empreendimento, esta escolha, 
esta ação impressa pela nossa força propulsora

porque será que na corrente da vida nós, nem sempre, estamos prontos a agir como tal... ...

é chegada a hora

assim me parece... ...

das primeiras ações deste instante... ...

hoje eu voltei a despertar, "hoje", digo nestas últimas semanas, e eu nem acreditava que o faria quando o programa do mister pi da rádio atlântida FM POA mudou de  horário que eu alteraria todo o meu ritual de despertar como alterei
hoje acordo quase junto com ele, em torno de 6 da manhã
até as 9 horas já estou de pé
muitas vezes dançando a última música do programa, de pés descalços,vestindo-me para o novo dia

não, não vou dizer que super hiper empolgada, mas minha gatinha que também alterou sua rotina desde que principalmente havia adoecido, não me deixa dormir até mais tarde também
vem ela com seus chamegos, seu carinho, seu miado de "quero comida mamãe... ..."
e lá vou eu, tenho que levantar e alimentar esta menina que está sempre ao meu lado, pronta a me envolver com seu carinho e amor sinceros... ...

uma pequena grande mudança diária na rotina e quem sabe tudo também siga se renovando
ontem mesmo recebi uma indicação e nem sempre sei o que fazer com estas... ...
mas foi algo que torna o meu dia mais alegre, mais cheio de luz... ...
uma pequena atenção neste mundo sem tempo nem coragem às vezes de mudar esta instância... ...

um peqneno grande momento que deve ser vivido/curtido como um pequeno grande MOMENTO... ...apenas isto, sem expectativas, sem desmoronamentos deste maravilhoso instante vivido
e se vivido, é a maior benção do mundo: VIVER, apenas V I V E R
do verbo VIVER=AÇÃO... ...

enfim
um novo dia nos espera... ...
e o que vamos fazer com ele??
e o que vou fazer com ele??
preencher de atividades que toda dona-de-casa tem,
que toda artista tem
que toda vida precisa... ...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ah essa energia que percorre os poros... ...
bem poderia virar ação que paralisa... ...

esta energia da vida que entontece
adormece
amortece os neurõnios
lateja lateja e amoretece... ...estremece

esta energia me consome
e me acorda
desperta e faísca no céu azulado e multicolorido... ...
...  ...



mas... ...
ao trabalho

domingo, 24 de outubro de 2010

Porque que a gente insiste em não se satisfazer com o que tem à frente

Quer sempre mais... ...

O que está à nossa frente, no dia-a-dia é a nossa missão né?

Se temos nosso lar, casa, comida...família e animais que nos encantam o dia é porque eles devem ser o centro de nossa atenção

Mas eu quero sempre mais

Mais estudos

Mais motivos de felicidade

Mais amor a me cercar,

Mais para que eu possa circundar... ...

Mais atividades, aquelas bobas e sutis

Mais olhares de mim que me engrandeçam

Mais apreço

Mais contato

Mais reuniões

Mais fantasia no meu dia-a-dia... ...

Mais amigos...não!!

Mais presença... ...(não que não os queira, sempre são bem-vindos, mas e a presença...mesmo esta... ...virtual, e não apenas espiritual, já que nem sempre a telepatia nos transporta ao nde queremos da forma com que queremos)

Mais colheita

Não, não consumismo,

Este só vem porque estamos fartos de tantas atribulações, fartos de sermos não mais que cidadãos trabalhadores...

Quero uma colheita farta em todos os ramos, em todos os galhos

Em cada setor desta vida corrida... ...

Eu mereço... ...NÓS MERECEMOS!!

... ...

Então... ...tentar mais uma vez

Mais uma vez... ...

Mais uma milésima vez

Pode ser que desta vez de certo

... ...

Mas é que acho hipocrisia fazer porque acho que na frente vou alcançar meu objetivo maior

Vou saber resolver melhor

Vou saber lidar melhor com ele

Bom... ...aí sim, talvez não seja barganha

Seja apenas aprimoramento espiritual, da carne, do corpo, da mente... ...



Portanto, sigo aguardando os próximos capítulos desta novela

... ...

Andiamo vida... ...

... ...

sábado, 23 de outubro de 2010

Na Sala de Cirurgia & Grupos Sanguineos

25X50cm
Eis a imagem, a primeira gravura da qual falo, para quem ainda não conhece, em primeiro plano e a seguir a imagem em close, da Exposição dos fromandos

70X90cm
e agora aquela colorida... ...onde não há uma cena de hosspital, haverá nestes em que estou montando ainda na matriz, apenas mãos e etc... ...
o que será veremos a seguir, eu verei, ainda não sei como serão
...  ...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

mais reflexões... ...

Pensando ainda no processo, eu geralmente não faço projetos, apenas mentais e depois à medida que vou obtendo as imagens em Xeróx/desenhos eu vou inserindo na matriz e muitas vezes desfaço uma imagem/cena mental e refaço de outra maneira e ela fica mais instigante. É o que está ocorrendo agora. Penso na síntese/essência da cena e ela vai se transformando na medida em que vou configurando a imagem. Mas, sim, um projeto prévio em papel com colagens da mesma forma em que realizo na matriz de MDF é muito válido, pois possibilita eliminar alguns erros de percurso que já incidi algumas vezes. Mesmo assim, a imagem ainda pode não se configurar da forma como a retratei mentalmente.

Eu prefiro também usar fotos que não sejam diretas no que desejo transpor até para poder explorar aquela figura/personagem de uma foto original onde seu caráter ou sua ação era outra, às vezes bem oposta a que irei destinar na xilogravura e daí eu obtenho outro cenário. Por isso acabo usando muitas fotos de amigos e conhecidos, mas isto não é uma regra, pois eu tenho utilizado muitas cenas com figuras totalmente desconhecidas, retiradas de fotos pela internet. A função da foto obtida ainda acaba cumprindo uma de suas funções, a de ser de fácil acesso hoje em dia.

No momento estou montando um tipo de livrinho com cenas que se mesclam dentro de uma imaginação frutífera agregada ao ideal de um dos personagens por ser uma forma de demonstrar que um sonho deve ser alcançado, deve ser galgado com alegria e deve ser conquistado. Que nada é em vão. Pode parecer uma história em quadrinho por se tratar de cenas originadas deste ideal. No entanto, como acaba se tornando uma cena que fala do tema principal, onde a figura está inserida em seu cotidiano e a essência da (minha) temática que tenho trabalhado desde o TCC se adéqua/encaixa/sintetiza o aspecto que se intui de um ambiente como este (cuidado, abandono, solidão, vazio, limpeza...), e nesta mescla/junção acabo criando uma outra relação com a vida que nos cerca. Para o personagem, meu conhecido, naturalmente irá lhe transportar ao local de sua memória, o que não significa que origine ou sugira nele próprio outras interpretações/sensações que ele irá trabalhar profissionalmente, ou além destas, conforme sua leitura de mundo, seu conhecimento, seu repertório pessoal.

Este outro universo de que trato e que vem embutido na cena/tema original é o palco da vida atualmente: o mundo contemporâneo, solidão, relacionamentos/distância, ausência/presença, maus-tratos com os animais, com os seres humanos e esta dualidade de mal-bem, morte-vida constantes e banalizadas em que vemos ter se tornado, desde a modernidade, o nosso mundo atual(e que já foi tratado no período medieval se não me engano. Em síntese trata-se deste transitório da vida, desta mutação constante, desta instabilidade bem vinda ou não, mas que nos proporciona crescimento nas relações humanas, ações e estagnação diante assuntos e fatos que deveriam ter maior importância na vida dos seres que tem consciência e podem agir em nome de outros ainda indefesos e/ou sempre indefesos, por apresentarem apenas instinto, algo que nós agimos tanto esquecendo da nossa essência que é divina, que é luz... ...deste amor que há em nós e que quantas vezes tão pouco agimos em nome dele. Mais uma razão para que eu trate deste assunto/tema original, pela importância que este personagem dá e que nem sempre é visto nestes setores da vida, onde deveria sempre ser primordial, ser o princípio de toda a dedicação destes profissionais.

No início eu fui perguntada, estimulada a realizar mais cenas deste viés, no entanto achei muito pesado e resolvi abandonar ou mesmo não tomar como sendo meu este tema, todavia eu comecei a perceber como ele tem relação com a minha temática principal. Fui percebendo como alguns desejos/inspirações acabavam se refletindo mesmo indiretamente, nem sei se é o termo mais adequado este, e com certeza nas experiências/buscas feitas ingenuamente hoje elas se integram melhor ao trabalho, também indiretamente no que condiz a forma explorada que eu julgava deve-se ser inserida de uma forma óbvia, direta ao expectador.

Trata-se também da vida, de sua importância e da forma como ela pode ser observada em todos os seres e que nem sempre lembramos. Trabalhava eu com texturas simples, com frotages em caules de árvores, em folhagens etc, mão escaneada, xerocada, no intuito de aproximar estas vidas latentes em toda a criação. Como somos parecidos e diferentes e ao mesmo tempo como tudo isto deveria ser mais valorizado.

Hoje uso o sangue, a dor que está incutida numa “Sala de Cirurgia”, como do trabalho de origem deste tema, mas com o intuito de falar deste conturbado mundo vivente e ao mesmo tempo amplio este olhar para novas propostas onde possa criar mesmo sobre estas imagens/cenas, ou não, a cor que fala, que enclausura, mas que também embeleza o resultado final deste trabalho. Cada um terá seu olhar particular, mesmo que “sinistro” macabro”, possa ver beleza, e não apenas dor e abandono... ...

Não sei se tudo isto fará mesmo sentido da forma como estou me expressando para todas as pessoas, ou mesmo apenas para algumas e ainda para mim afinal elas estão ainda incubadas em meu cérebro e recém começam a tomar sua forma.

Estas são, portanto, especulações e algumas constatações de resultados alcançados, dos primeiros resultados alcançados. Alguns são fatos, outros memória... ...

Digamos que minha fonte inspiradora seja esta, a história de amigos, conhecidos que pode ter valor global, tem é claro a ver com o meu olhar pessoal, mas isto naturalmente irá se modificar diante o olhar do expectador. A fonte é esta, a história, a narrativa, enquanto a narrativa final se dará de outra forma, até porque não é uma narrativa literal justamente por compor duas cenas distantes se pensarmos numa sequencia comum de cinema/montagem cinematográfica que embora não seja no mesmo tempo cronológico da vida real, parte da sucessão de fatos de um cotidiano comum. A não ser as montagens feitas por Sergei Einsenstein, o cineasta russo, esse sim preferia deixar para o expectador a interpretação de suas cenas díspares, completamente opostas em visualidade, som e narrativa.

Porém, eu sempre me reporto, na medida em que vou sobrepondo as imagens/colagens na matriz, quando no aconchego de meu lar, no pátio repleto de verde e de sol, de preferência e deixo o pensamento fluir, às minhas próprias sensações internas a respeito deste fatos que não fazem parte do meu dia como ação minha, mas uma ação alheia, indireta, portanto.

Esta comunicação de meios diferentes, a cena que já trabalhava com a cor que surge misteriosa sempre os veios, as artérias também surgiu como inspiração ao observar um artista que trabalha com imagens que ele produz em lâminas de raio-x, mas com um aparelhos sofisticado que não é dele e que é enorme, caro, etc. Ele assim pretendeu imprimir beleza nestes momentos em que se sabe podem imprimir dor, não mais que isso. Assim o fez e aqui postarei senão agora, mais adiante uma destas imagens.

Elas me inspiram tanto ao ponto de querer iniciar um novo projeto por este caminho não necessariamente chegando ao mesmo resultado, até porque o que precisamos nesta vida é inovar, criar e não copiar, embora estas observações, estas visitas aos demais artistas sejam e façam parte de nossa memória mesmo que nem o percebamos.

Importantíssimo: eu goste que a cor fale, acho que já falei sobre isto. Que o desenho não seja esboçado por linhas, especialmente finas e delicadas, não nesta proposta. Prefiro a dramaticidade dos expressionistas alemães, aquela penumbra do barroco italiano, mesmo que eu não crie uma cena teatral como faziam Artemísia ou Caravaggio.

No entanto, tudo isto que eu descrevi sobre o trabalho que tenho desenvolvido e tenho procurado dar continuidade pode não reproduzir uma igual sensação apesar de estar trabalhando com cenas tão dramáticas. Até porque eu prefiro que estes arranjos o quanto mais ao acaso, digamos assim, melhor para um efeito mais produtivo, significativo. Vai depender muito mesmo das cenas que forem unidas numa mesma matriz e/ou impressa conjuntamente, no caso das matrizes de fundo e de frente.

É, é bem amplo e complexo como a vida... ...

Mesmo com todas estas criações direcionadas e relacionadas entre si eu sigo criando outras desvinculadas da essência, da história que aqui falei. E produzem coisas interessantes também, como as cores, os recortes que estou pensando em fazer, assim como voltar a trabalhar com o acrílico, outro pensamento, naturalmente, por meio da gravura.



Bom, sigo meus trabalhos práticos, pois a inspiração brota e preciso criar para pensar e escrever sempre mais... pensar e perceber-me nestes novos projetos/propostas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ainda refletindo sobre as imagens que em artistas é frequente diante tudo o que lhe ocorre ao redor, à frente de uma tv "desligada"... ...eu vejo que esta gravura que aqui postei e comentei anteriormente tem muito a ver com que vi, eu sem meus óculos de 7graus de miopia, na tv ontem à noite. Vi uma porta refletioda, que há mesmo na peça onde me encontrava e por meio dela, digo através dela, havia um pequeno arvoredo e a luz vinha de fora, pois dentro, tudo era penumbra e nada no ambiente se reconhecia... Era só sombra... ...
agora, portanto olhando esta imagem, pensando na observação de um amigo que segundo ele é "sinistro"(acho o máximo os comentários alheios, sempre vem vindos para as reflexões que preciso estar constantemente realizando, percebi que isto pode ser uma interpretação para a cena. eu comecei, como disse, com a intenção do sangue, das artérias escavadas na matriz, que na realidade deveriam ser a área não escavada para que estes configurassem as artérias por onde nosso sangue escorre/corre e nos vitaliza. porém, eu escavei tão espontanemente que nem percebi, ou assim era para ser, e foi. Inserindo esta impressão inicialmente e depois a cena do rapaz sentado com seus fones de ouvindo, curtindo um som, encostado em uma parede, eu obtive uma imagem/cena mascarada. Ele parece cercado, contido por árvores, veios, já que ao lado é nítida, creio que a todos, uma pequena árvore, de pouca ou nenhuma folhagem. os veios acabam por configurar um tipo de teia/cercado que impede e torna o ambiente ainda mais restrito para este convívio humano. porém, o rapz parece tranquilo, não se abate com isto, estrá bem, está feliz com sseu walkmen, mp3...
nossa vida é assim, estamos cercados, num tipo de caixa, que poderia eu aproximar desta criada com tijolos, e ao mesmo tempo seguimos realizando nossos afazeres. uns bem felizes, pelo o que se parece, outros insatisfeitos... ...inquietos, incomodados... ...
mas estas caixas nos servem nos momentos adequados, nos acomodam e nos dão aconchego quando precisamos
é??
bom, parece mesmo um tipo de camuflagem, ou um tipo de cercado e se formos pensar nas pessoas, seres humanos, sim, porque não, já que os que duvidem, encarcerados, sim, estes realmente encarcerados, em cadeias, e muitos deles sem a culpa que a eles foi-lhes julgada pela própria sociedade... ...quantas vezes... ..

acho que é isso... ...
vou para minha acomodação acomodada... ...jantar, curtir a minha novela, o meu passatempo noturno que tanto me encanta o olhar com aqueles campos... ...
e quem sabe eu logo vá viajar, outra vez, ao Rio, à Bahia... ...HUmmmmmmmmmmmm
às praias que não conhecia e que tanto apreciei, aquele paraíso azul, verde... ...

e trarei delas mais inspiração para as composições
...  ...